PERGUNTAS FREQÜENTES

 

1. Quem pode ser doador?

O doador não deve ser portador de nenhuma doença que possa ser transmitida ao paciente receptor do tecido. Outros fatores como idade, antecedentes médicos e causa que levou à morte também são estudados.
Doador Vivo: Pessoas que sofrem cirurgias do quadril onde é retirada a cabeça de fêmur para a colocação de prótese podem doar o tecido retirado.

Doador cadáver: São pacientes com morte encefálica que também são doadores de órgão, e pacientes que já estão com coração parado, que tiveram morte súbita com causa conhecida. A retirada dos tecidos é realizada em centro cirúrgico como qualquer outra cirurgia.

2. Há algum custo para minha família se eu quiser ser doador?

A família não paga pelos procedimentos de manutenção do potencial doador, nem pela retirada dos órgãos. Existe cobertura do SUS (Sistema Único de Saúde) para isso.

3. Que tecidos podem ser transplantados?

Vasos sanguíneos, ossos, medula óssea, tecido conectivo, tecido reprodutivo, córneas, válvulas cardíacas, cartilagem costal, tendões, fascia lata e pele. O nosso banco retira, armazena e fornece apenas tecidos músculo-esqueléticos (ossos, tendões, fascias).

4. A doação deixa o corpo deformado?

Após a retirada dos órgãos e tecidos o corpo fica como antes, sem qualquer deformidade. Não há necessidade de sepultamentos especiais. O doador poderá ser velado e sepultado normalmente.

5. Quais os riscos de receber um enxerto?

Um receptor de enxerto assume algum risco de contrair uma doença, mas o risco é muito baixo. Até hoje, milhares de centenas de cirurgias já foram realizadas com sucesso para salvar membros (braços e pernas) e melhorar a qualidade de vida de receptores de enxertos ósseos. Estatisticamente, um receptor de enxerto maciço congelado assume um risco de contrair uma doença calculado em menor que 1 em 1 milhão. Pacientes que recebem enxertos liofilizados tem um fator de risco ainda menor.

6. Quais os benefícios?

Dependendo do tipo de cirurgia que você se submeterá, os benefícios de receber um enxerto são inúmeros.
Se você estiver recebendo um enxerto ósseo grande, as chances de a cirurgia ser possível sem a utilização de enxerto são mínimas.
Se você está recebendo enxerto, ao invés de utilizar tecido do seu próprio corpo, você estará evitando o sofrimento e a chance de uma infecção causada por uma segunda cirurgia.
Alguns ossos são osteoindutores. Isto significa que ele atuará como um sinal para seu corpo a começar a fazer um osso novo. Isto irá permitir que você melhore rápido e experimente um melhor resultado da cirurgia.
O uso de enxertos ósseos para procedimentos cirúrgicos freqüentemente reduz o desconforto e a estadia em hospitais. Normalmente o uso de enxerto ajudará a reduzir o custo associado com o seu cuidado médico.

7. O que diz a Lei?

a) Determinou ao Conselho Federal de Medicina que definisse os critérios clínicos e exames necessários para o diagnóstico de morte encefálica (morte do paciente), resultando na Resolução CFM 1480/97.

b) Sistema Nacional de Transplantes - criado para dar controle e organização à atividade. Agora, o transplante de órgãos e tecidos só pode ser realizado por equipes e hospitais
autorizados e fiscalizados pelo Ministério da Saúde.

c) Lista Única de Receptores - a ordem da Lista é seguida com rigor, sob supervisão do Ministério Público. O cadastro é separado por órgãos, tipos sangüíneos e outras especificações técnicas.

d) Consulta obrigatória à família - a decisão final sobre a doação é tomada pela família após a morte. A consulta é obrigatória mesmo que você tenha autorizado a doação em vida. Assim, se a família não for localizada, não ocorre a doação.

Caso exista alguma dúvida que não esteja listada acima, entre em contato conosco, estaremos a sua disposição.

8. Como ser transplantador?

Para ser um Transplantador o médico cirurgião deve ser credenciado no Ministério da Saúde assim como a instituição na qual ele realizará a cirurgia. O procedimento de credenciamento exige o preenchimento do formulário de credenciamento para equipe especializada no qual os documentos exigidos são: Certidão negativa de CRM dos profissionais; Declaração de experiência na área de transplantes - fornecida pelo Banco de Tecidos Músculo-Esqueléticos do HC; Título de Residência ou Especialidade na Área.
Os cirurgiões-dentistas não necessitam de credenciamento até momento, e as cirurgias devem ser realizadas dentro de clínicas ou consultórios odontológicos. Se houver a necessidade de internamento do paciente em hospital, esta instituição deve estar credenciada no Ministério da Saúde.

As solicitações são específicas para cada paciente, não podendo ser solicitado tecido para mais de um paciente numa mesma solicitação. Assim como, cada enxerto deve ser implantado em um paciente, não podendo ser aproveitado em outro. Estas são medidas tomadas para que possa ser garantida a qualidade do tecido e segurança dos pacientes, diminuindo os riscos de contaminação.

O Banco de Tecidos Músculo-Esqueléticos encontra-se localizado no Hospital de Clínicas – UFPR, mas não possui financiamento do governo federal. Desta forma, o custo dos enxertos se referem aos exames laboratoriais, equipe, materiais e são administrados pela Associação dos Amigos do HC. Alguns procedimentos utilizando enxerto ósseo são compatíveis com a tabela do SUS, portanto esses custos são cobertos. Em outros casos os custos podem ser cobertos por convênios de saúde.


Banco de Tecidos Músculo-Esqueléticos
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