COMO DOAR

A doação pode ocorrer em vida nos casos em que o paciente necessite ser submetido a uma cirurgia de colocação de prótese de quadril na qual a cabeça do fêmur é substituída. Para o paciente este osso não terá mais utilidade, porém pode ser utilizado por outra pessoa. Para que a doação aconteça é necessário o preenchimento de uma autorização e um histórico médico, onde o paciente responde perguntas sobre sua condição de saúde e doenças que já desenvolveu. A segurança do receptor é garantida pelos exames sorológicos realizados no doador. Em caso de qualquer resultado positivo o tecido não é utilizado.

Após o óbito, a doação pode acontecer tanto nos pacientes em morte encefálica (morte cerebral) quanto nos pacientes pós-parada cardíaca (coração parado). Nos dois casos, são avaliados a causa do óbito e o prontuário do potencial doador. Para garantir a segurança dos receptores dos tecidos, são realizados exames de sangue no doador e controle rigoroso de qualidade de cada peça retirada. O corpo do doador não fica deformado, no lugar dos tecidos retirados são colocadas próteses garantindo que o doador seja velado normalmente.

Para que a doação aconteça e dezenas de pessoas sejam beneficiadas é necessário que os futuros doadores manifestem claramente a sua família o seu desejo. Não é preciso assinar nenhuma declaração em vida para que aconteça a doação, a decisão final é tomada pela família após a morte. A consulta da família é obrigatória, se essa não for localizada, não ocorre a doação.

Incentive a doação de órgãos e tecidos. Um dia alguém que você ama pode precisar.